sexta-feira, 9 de junho de 2017

ELLEN WHITE FEZ PROFECIAS QUE NÃO SE CUMPRIRAM?



Confira respostas a questionamentos sobre algumas predições da pioneira adventista

A Bíblia estabelece os critérios para se reconhecer um profeta verdadeiro. Entre esses, está a realização de suas previsões (Deuteronômio 18:22), um indicativo de que o profeta em questão realmente recebeu mensagens Daquele que é presciente e conhece o fim desde o princípio (Isaías 46:10). Os autores da Bíblia atendem a esse requisito, uma vez que as predições bíblicas têm se cumprido ao longo da história.
Mas não foram só os cerca de 40 autores da Bíblia que foram profetas. A própria Bíblia descreve muitos outros que não escreveram uma linha sequer das Escrituras Sagradas, mas que trouxeram mensagens inspiradas por Deus ao mundo. A lista inclui Abraão (Gênesis 20:27), Arão (Êxodo 7:1), Miriã (Êxodo 15:20), Débora (Juízes 4:4), Eliseu (2 Reis 9:1), Hulda (2 Reis 22:14; 2 Crônicas 34:22), a esposa de Isaías (Isaías 8:3), João Batista (Marcos 11:32), Ana (Lucas 2:36), Ágabo (Atos 21:10) e as quatro filhas de Filipe (Atos 21:9).
A Bíblia também menciona profetas que escreveram livros que não compõem o cânon bíblico. Entende-se que essas obras foram inspiradas por Deus, mas não estão na Bíblia porque sua mensagem tinha uma aplicação para pessoas específicas que viveram em determinada época, ou porque seu conteúdo apenas repete ou explica o que está nos livros da Bíblia. Entre esses livros, a Bíblia menciona: uma carta do profeta Elias (2 Crônicas 21:12); um livro sobre a vida do rei Uzias, escrito pelo profeta Isaías (2 Crônicas 26:22); os escritos do profeta Natã (2 Crônicas 9:29); o livro do profeta Aías (2 Crônicas 9:29); o livro do profeta Ido (2 Crônicas 9:29; 12:15; 13:22); o livro do profeta Semaías (2 Crônicas 12:15); as crônicas do profeta Jeú (2 Crônicas 20:34); um volume de Lamentações de Jeremias sobre a morte de Josias (2 Crônicas 35:21); uma carta de Paulo escrita aos cristãos coríntios anteriormente à carta de 1 Coríntios encontrada na Bíblia (1 Coríntios 5:9); outra carta aos coríntios escrita entre 1 e 2 Coríntios, cheia de repreensões, mas que não está na Bíblia (2 Coríntios 7:8); uma carta de Paulo aos laodicenses (Colossenses 4:16); e um possível evangelho escrito por Paulo (Romanos 2:16; 16:25; 2 Timóteo 2:8).
Mesmo não tendo como saber tudo o que esses profetas disseram e escreveram, cremos que eles, sua mensagem e seus escritos atenderam aos critérios bíblicos de um verdadeiro profeta, independentemente de estarem na Bíblia. Caso contrário, não seriam chamados assim nas Escrituras. A Palavra de Deus tem a autoridade doutrinária sobre o cristão (2 Timóteo 3:16 e 17), mas, se nem mesmo na época de composição do cânon bíblico Deus restringiu Sua revelação ao que deveria compor a Bíblia, por que seria diferente após a conclusão do livro sagrado?
O dom de profecia tem sido dado por Deus a homens e mulheres ao longo da história. Na Bíblia, há a predição de que, no tempo do fim, pessoas receberiam revelações especiais de Deus (Joel 2:28-31; Atos 2:17-21; 1 Coríntios 14:1). Cada vez mais, diferentes segmentos do cristianismo aceitam a verdade bíblica de que a manifestação dos dons espirituais, entre eles o dom de profecia, não ficou restrita ao período de composição das Escrituras e é uma dádiva de Deus que será concedida à igreja até a segunda vinda de Cristo (1 Coríntios 13:8-13).
Entre as pessoas em quem se reconhece a manifestação do dom de profecia está Ellen White (1827-1915). Essa senhora recebeu aproximadamente 2 mil visões e sonhos proféticos entre 1844 e o ano de sua morte. Seu trabalho foi essencial para a formação e organização da Igreja Adventista do Sétimo Dia. De sua lavra, foram produzidas cerca de 35 mil páginas de conteúdo impresso, entre livros, folhetos e artigos de revista, além de centenas de cartas, sermões, manuscritos e vários diários. Esses escritos são frequentemente chamados de “Espírito de Profecia”. Entende-se que os textos de Ellen White são inspirados por Deus da mesma forma que a Bíblia é, mas os escritos dela são uma mensagem específica para o povo de Deus no tempo do fim e não têm a mesma autoridade da Bíblia. Sua importância e autoridade é semelhante ao que os profetas antigos falaram ou escreveram inspirados por Deus, mas que não está na Bíblia.
A maior parte dos escritos de Ellen White trata de Jesus Cristo e do plano da salvação (seu assunto preferido), ou são comentários sobre passagens bíblicas e conselhos sobre a vida cristã, educação, saúde, liderança e a vida em família. No entanto, ela também fez algumas predições ou fez afirmações científicas e históricas que só se confirmaram bem depois de ela as ter dito ou escrito. Apesar disso, é acusada de ter feito algumas profecias que nunca teriam se cumprido.
Desde o início de seu ministério profético, Ellen G. White teve seu dom de profecia contestado inúmeras vezes por vários opositores. A maioria dos ataques contra Ellen G. White já foi respondida. O livro de Francis D. Nichol, Ellen G. White and Her Critics (Review and Herald, 703 páginas), concentra praticamente todos os questionamentos possíveis feitos contra o que Ellen G. White escreveu ou disse. Mesmo assim, muita gente tem dúvida a respeito de afirmações feitas pela profetisa sobre o futuro e que, supostamente, não se realizaram. A seguir, há uma lista de quatorze previsões de Ellen White que tem sido usada por muitos para desacreditarem a autenticidade de seu dom profético. Cada uma dessas predições supostamente não cumpridas é acompanhada de um comentário explicando porque os argumentos não desqualificam Ellen G. White como uma autêntica demonstração de alguém que, em época relativamente recente, recebeu do Espírito Santo o dom de profecia.
1. Questionamento. Ellen G. White predisse que a Inglaterra declararia guerra contra os Estados Unidos. Sua profecia com relação à Inglaterra dizia respeito à Guerra Civil americana e não se cumpriu (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 259).
Resposta. Na página citada, escrita em 1862, durante a Guerra de Secessão nos Estados Unidos, Ellen White escreveu: 
“A Inglaterra está estudando se é melhor tirar proveito da presente condição do país, guerreando contra ele. Examina a questão e sonda outras nações. Teme que, se iniciar uma guerra no exterior, ela se enfraqueça e outras nações possam tirar proveito da situação. Outros países estão fazendo preparativos silenciosos, mas diligentes, para a luta armada e esperando que a Inglaterra combata os Estados Unidos, para então terem a oportunidade de vingar-se da exploração e injustiças de que foram vítimas no passado. Uma parte dos países sujeitos à rainha está esperando uma chance favorável para quebrar seu jugo. Mas se a Inglaterra pensar que isso valerá a pena, não vacilará um momento para aumentar as chances de exercer o poder e humilhar nosso país. Quando a Inglaterra declarar guerra, todas as nações terão interesses próprios a atender, haverá guerra e confusão totais.”
Nessa citação, Ellen G. White revelou a seus leitores que o alto escalão do governo britânico considerava intervir na Guerra Civil Americana, mas a possibilidade de que a participação inglesa no conflito pudesse dar ocasião ao surgimento de movimentos separatistas nas colônias pesava contra a decisão. De fato, a história registra que o país europeu cogitou, durante os primeiros dezoito meses da guerra (exatamente a época em que Ellen G. White escreveu o texto mencionado), uma intervenção militar na Guerra de Secessão. É provável que os leitores de Ellen G. White (e talvez nem ela mesma) não tivessem como saber o que o governo britânico planejava em relação à guerra nos Estados Unidos. Deus, porém, revelou a Ellen que, do outro lado do oceano Atlântico, autoridades britânicas consideravam um ataque que poderia ser trágico para os Estados Unidos, mas estavam prestes a desistir da ideia por temerem as consequências da investida para a integridade de seu vasto império. Finalmente, o Reino Unido optou por permanecer neutro em relação à Guerra Civil nos Estados Unidos, e manteve o domínio sobre suas colônias durante as décadas seguintes. Na Bíblia, há um exemplo semelhante de profecia que descreve as consequências que poderiam seguir se determinada decisão fosse tomada (ver Jeremias 42:10-19).
2. Questionamento. Ellen G. White predisse que Jerusalém jamais seria reconstruída. A cidade de Jerusalém foi reconstruída e Israel voltou a existir como país (Primeiros Escritos, pág. 75).
Resposta. Antes de comentar, vamos ler o trecho, escrito em 1851: 
“Foram-me indicados então alguns que estão em grande erro de crer que é seu dever ir à antiga Jerusalém, entendendo que têm uma obra a fazer ali antes que o Senhor venha. Tal opinião é de molde a afastar a mente e o interesse da presente obra do Senhor, sob a mensagem do terceiro anjo, pois os que pensam ser seu dever, não obstante, ir à velha Jerusalém terão sua mente firmada ali, e os seus recursos serão tirados da causa da verdade presente para permitir a eles e a outros estarem ali. Vi que tal missão não realizaria nenhum bem real, que levaria um bom espaço de tempo para levar alguns judeus a se tornarem crentes mesmo na primeira vinda de Cristo, quanto mais no Seu segundo advento. Vi que Satanás havia enganado sobremodo alguns neste ponto e que as almas ao redor deles, neste país, poderiam ser ajudadas por eles e levadas a guardar os mandamentos de Deus, mas deixaram-nas a perecer. Vi também que a velha Jerusalém jamais seria reconstruída, e que Satanás estava fazendo o máximo para levar a mente dos filhos do Senhor para essas coisas agora, no tempo do ajuntamento, impedindo-os de dedicar todo o seu interesse à presente obra do Senhor, levando-os assim a negligenciar a necessária preparação para o dia do Senhor.”
Nesse trecho, Ellen White expõe e combate as decisões equivocadas que podem tomar os que acreditam em teorias proféticas que tentam encaixar a todo custo Jerusalém e os judeus nos eventos do tempo do fim. Ela simplesmente afirma que viu que “a velha Jerusalém” não seria reconstruída. Em 1851, quando Ellen White escreveu esse texto, Jerusalém não era uma cidade destruída, mas a capital da província otomana da Palestina. Um censo de 1845 mensurou a população da cidade em 16.410 pessoas. A cidade, destruída no ano 70 d.C., foi total ou parcialmente reconstruída e destruída inúmeras vezes desde então. Ellen G. White, ao falar em “a velha Jerusalém”, se referia à restauração da cidade ao mesmo papel que teve nos tempos bíblicos como palco das manifestações de Deus na Terra e à reconstrução do Templo. De fato, “a velha Jerusalém”, totalmente judaica e com o Templo, nunca foi reconstruída.
3. Questionamento. Ellen G. White, fundamentando-se equivocadamente em outros autores, predisse que a Turquia deixaria de existir. A Turquia continua a existir e atualmente não parece haver possibilidades de que venha a deixar de ser um país tão cedo. (Veja Josias Litch, “The Rise and Progress of Adventism”, em The Advent Shield and Review, maio de 1844, pág. 92, citado no Seventh-day Adventist Bible Students’ Source Book, pág. 513). (Veja também: The Seventh-day Adventist Encyclopedia, vol. 11, págs. 51 e 52).
Resposta. A Turquia é um país que nem sequer existia quando Ellen G. White viveu, pois só se tornou independente em 24 de julho de 1923, com o Tratado de Lausana. Isso foi oito anos após ela ter morrido. Mas Ellen G. White apoiou a interpretação do ministro metodista Josias Litch, de que a ascensão e o declínio do Império Otomano estão profetizados em Apocalipse 9:13-21 (veja O Grande Conflito, págs. 334 e 335). Devido ao fato de que no Império Otomano eram pessoas de etnia turca que subjugavam povos de outras etnias, era comum na época chamar esse império de “Turquia”, assim como é comum hoje chamar a Grã-Bretanha de “Inglaterra” ou os Países Baixos de “Holanda”, apesar de esses países incluírem outras nacionalidades. Por duas vezes, Ellen G. White chamou o Império Otomano de Turquia (O Grande Conflito, pág. 35Evangelismo, pág. 408). De fato, esse império que dominou extensas áreas da Ásia, África e Europa entre os séculos 14 e 19, foi perdendo muitos de seus territórios durante o século 19, até ser reduzido a uma pequena área da Anatólia e deixar de existir oficialmente em 1º de novembro de 1922, confirmando a interpretação profética de Josias Litch.
4. Questionamento. Ellen G. White profetizou que alguns que estavam vivos em 1856 estariam vivos por ocasião do retorno de Cristo. (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, págs. 131 e 132). Ela se referia a pessoas que estavam presentes em uma reunião da Igreja Adventista e, por já haverem morrido todos, essa profecia também não se cumpriu.
Resposta. A seguir, está a seguinte declaração feita por ela em 1856:
“Foi-me mostrado o grupo presente à assembleia. Disse o anjo: ‘Alguns servirão de alimento para os vermes, alguns estarão sujeitos às setes últimas pragas, outros estarão vivos e permanecerão sobre a Terra para serem transladados na vinda de Jesus’”.
Todo aquele que crê que Cristo virá em breve à Terra costuma falar dessa ocasião como sendo para seus dias. O apóstolo Paulo acreditava que estaria vivo quando Jesus Cristo aparecesse nas nuvens do céu (1 Tessalonicenses 4:15). No entanto, o fato de Paulo ter morrido antes do regresso do Senhor não faz dele um falso profeta. Ele apenas foi um cristão esperançoso e confiante que acreditou que o segundo advento de Cristo aconteceria em seus dias, como todo cristão deve acreditar. Ellen White frequentemente descreveu a vinda de Cristo como estando para acontecer em seus dias, seguindo o exemplo dos autores bíblicos.
Ela explicou sua declaração de 1856 em uma nota escrita em 1883, que foi citada por Francis M. Wilcox em O Testemunho de Jesus (CPB), p. 108
“Os anjos de Deus apresentam o tempo como sendo muito breve. Assim me tem sempre sido apresentado. Verdade é que o tempo se tem prolongado além do que esperávamos nos primitivos dias desta mensagem. Nosso Salvador não apareceu tão breve como esperávamos. Falhou, porém, a Palavra de Deus? Absolutamente! Cumpre lembrar que as promessas e as ameaças de Deus são igualmente condicionais”.
“Não era a vontade de Deus que a vinda de Cristo houvesse sido assim retardada. Não era desígnio Seu que Seu povo, Israel, vagueasse quarenta anos no deserto. Ele havia prometido conduzi-los diretamente à terra de Canaã, e estabelecê-los ali como um povo santo, sadio e feliz. Aqueles, porém, a quem foi primeiro pregado, não entraram 'por causa da incredulidade'. Seu coração estava cheio de murmuração, rebelião e ódio, e o Senhor não podia cumprir Seu concerto com eles”.
“Por quarenta anos a incredulidade, a murmuração e a rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. Os mesmos pecados têm retardado a entrada do Israel moderno na Canaã celestial. Em nenhum dos casos houve falta da parte das promessas de Deus. É a incredulidade, a mundanidade, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor por tantos anos” (Manuscrito 4, 1883, citado em Evangelismo, págs. 695 e 696).
5. Questionamento. Em 1850, Ellen G. White afirmou que Cristo retornaria em poucos meses (Primeiros Escritos, págs. 58, 64 e 67).
Resposta. Vejamos o que Ellen G. White realmente escreveu:
“Alguns estão supondo a vinda do Senhor num futuro muito distante. O tempo tem continuado alguns anos mais do que eles esperavam, e assim pensam que continuará mais alguns anos, e dessa maneira suas mentes são desviadas da verdade presente para irem após o mundo. Nisso vi grande perigo, pois se a mente está cheia de outras coisas, a verdade presente é deixada fora, e não há lugar em nossa fronte para o selo do Deus vivo. Vi que o tempo para Jesus permanecer no lugar santíssimo estava quase terminado e esse tempo podia durar apenas um pouquinho mais; que o tempo disponível que temos deve ser gasto em examinar a Bíblia, que nos julgará no último dia” (Primeiros Escritos, pág. 58).
“Numa visão dada em 27 de junho de 1850, meu anjo acompanhante disse: ‘O tempo está quase terminado. Vocês estão refletindo, como deveriam, a amorável imagem de Jesus?’ Foi-me indicada então a Terra e vi que tinha que haver uma preparação da parte daqueles que, nos últimos tempos, abraçaram a terceira mensagem angélica. Disse o anjo: ‘Preparem-se, preparem-se, preparem-se! Vocês terão que experimentar uma morte para o mundo, maior do que jamais experimentaram antes.’ Vi que havia grande obra a ser feita por eles e pouco tempo para fazê-la. Vi então que as sete últimas pragas deviam ser logo derramadas sobre os que não têm abrigo” (Idem, pág. 64).
“Ao ver o que precisamos ser para herdar a glória, e quanto Jesus havia sofrido para alcançar para nós tão rica herança, orei para que fôssemos batizados nos sofrimentos de Cristo, a fim de não recuarmos nas provas, mas sofrê-las com paciência e alegria, sabendo o que Jesus havia sofrido, para que por Sua pobreza e sofrimento fôssemos enriquecidos. Disse o anjo: ‘Neguem a si mesmos. Vocês precisam caminhar depressa.’ Alguns de nós têm tido tempo de ter a verdade e progredir passo a passo, e cada passo dado tem-nos propiciado força para o seguinte. Mas agora o tempo está quase findo, e o que durante anos temos estado aprendendo, eles terão que aprender em poucos meses. Terão também muito que desaprender e muito que tornar a aprender” (Idem, pág. 67).
Ellen G. White, assim como o apóstolo Pedro (Atos 2:17), sempre acreditou que estava vivendo os últimos dias antes do retorno de Jesus. Ela escreveu muito sobre a necessidade de pressa em se preparar para esse dia. Nas citações, ela apenas mencionou que o último período de provação será breve, e que pessoas que negligenciam seu preparo espiritual hoje terão apenas “poucos meses” para aprender o que cristãos mais dedicados demoraram anos para desenvolver na vida.
6. Questionamento. Ellen G. White afirmou que a Guerra Civil Americana era um sinal de que Cristo iria logo retornar (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 260). A Guerra Civil americana terminou em 1865.
Resposta. Jesus disse, em Mateus 24, que todas as guerras são um sinal de sua segunda vinda, a começar pelas guerras que levaram à destruição de Jerusalém no ano 70. Na página citada, ela afirma: “Vi na Terra uma aflição maior do que nunca testemunhamos. Ouvi gemidos e gritos de aflição, e vi grupos em diligente batalha.” Ela prosseguiu descrevendo a cena de guerra e alertando para “a grande angústia vindoura”. Em nenhum momento do texto ela falou que a guerra que viu em visão era a Guerra Civil Americana, que acontecia em seus dias. É claro, para quem lê todo o texto, que Deus aproveitou o contexto da Guerra Civil Americana para dar a ela uma visão de um período de grande aflição a acontecer imediatamente antes da vinda de Cristo.
7. Questionamento. Ellen G. White profetizou que Cristo voltaria antes de a escravidão ser abolida (Primeiros Escritos, pág. 35).
Resposta. A Bíblia também fala que haveria escravos quando Cristo retornasse à Terra (Apocalipse 18:13; 19:18). Apesar de legalmente abolida, a escravidão continua existindo ilegalmente em diferentes situações ao redor do mundo. Ellen G. White afirmou nesse trecho, em que descreve a vinda do Senhor: “Começou então o jubileu, período em que a Terra devia descansar. Vi o piedoso escravo levantar-se em triunfo e vitória e sacudir as cadeias que o prendiam, enquanto o seu ímpio senhor estava em confusão e não sabia o que fazer” (Primeiros Escritos, p. 35). O texto apenas descreve que o retorno de Cristo à Terra será ocasião de libertação dos cativos. Não fala nada a respeito de a escravidão ainda estar legalizada quando Cristo vier.
8. Questionamento. Ellen G. White profetizou que a escravidão seria restabelecida nos estados do sul dos Estados Unidos (Spalding Magan Collection, pág. 21; e Manuscript Releases, vol. 2, nº 153, pág. 300). A escravidão não voltou a ser legalizada no sul dos Estados Unidos.
Resposta. A afirmação está num manuscrito datado de 1895, com respostas de Ellen G. White a perguntas sobre o trabalho com populações negras no sul dos Estados Unidos e as dificuldades enfrentadas pelos adventistas nessa região com leis locais que restringiam o trabalho aos domingos. Ao ser perguntada se os adventistas desses estados deveriam trabalhar aos domingos, Ellen G. White respondeu: “A escravidão novamente será revivida nos estados sulistas, pois o espírito da escravidão ainda vive.” O comentário não afirma que os escravos libertos retornariam à sua condição de cativeiro, mas que o “espírito” de dominar sobre outras pessoas ainda estava vivo nos antigos senhores de escravos (veja: Slavery, Will It Be Revived?). Prova disso é que, na segunda metade do século 20, décadas depois de as palavras de Ellen White terem sido escritas, a segregação racista dos descendentes dos antigos escravos estava legalizada em vários estados do sul dos Estados Unidos, uma nódoa que revivia a escravidão abolida em 1863.
9. Questionamento. Ellen G. White profetizou que a Terra seria logo despovoada se Jesus demorasse a voltar (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 304). A despeito de tantas guerras, fomes e epidemias, o que vemos é que a Terra está cada vez mais povoada a medida que o tempo passa.
Resposta. Esta é a declaração de Ellen G. White:
“Foi-me apresentada a condição de degeneração atual da família humana. Cada geração se tem vindo enfraquecendo mais, e a humanidade é afligida por toda forma de enfermidade. Milhares de pobres mortais de corpo deformado, doentio, nervos em frangalhos e mente sombria, vão arrastando uma existência miserável. Cresce o poder de Satanás sobre a família humana. Não viesse em breve o Senhor e destruísse o seu poder, e não tardaria que a Terra estivesse despovoada.”
Ao contrário do que foi questionado, Ellen G. White apresenta que Cristo destruirá em Sua vinda o poder de Satanás para causar doenças antes que todas as doenças que o diabo dissemina despovoem o mundo.
10. Questionamento. Ellen G. White predisse que os senhores dos escravos dos seus dias experimentariam as sete últimas pragas descritas no livro do Apocalipse (Primeiros Escritos, pág. 276). Todos os senhores dos escravos de seu tempo já estão mortos.
Resposta. O texto apenas declara: “Vi que o senhor de escravos terá que responder pela salvação de seus escravos a quem ele tem conservado em ignorância; e os pecados dos escravos serão visitados sobre o senhor” (Primeiros Escritos, p. 276). A frase apenas descreve que os senhores de escravos terão que prestar contas a Cristo por ocasião de Sua vinda, assim como cada pecador terá que fazê-lo.
11. Questionamento. Ellen G. White profetizou que estaria viva quando Jesus regressasse (Primeiros Escritos, págs. 15 e 16).
Resposta. No trecho mencionado em Primeiros Escritos (p. 14-16), Ellen White descreve uma visão que teve sobre a vinda de Cristo. Não menciona que estaria viva por ocasião do segundo advento de Jesus. Daniel, Paulo e João também descreveram visões do regresso de Cristo nas nuvens do céu sem que isso significasse que viveriam para presenciar o que Deus lhes revelava em visão.
12. Questionamento. Às vezes, Ellen G. White fazia predições específicas que envolviam certas pessoas. Uma delas foi o pioneiro adventista Moses Hull. Em 1862, Hull estava no processo de perder sua fé no adventismo. Parece que o casal White desistiu de argumentar com ele, e Ellen G. White profetizou sobre o terrível futuro que o aguardava se ele deixasse de fazer parte do povo do advento: “Se continuar da maneira em que começou, a miséria e a desgraça o esperam. A mão de Deus o prenderá de um modo que não lhe agradará. Sua ira não dormitará” (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 431). Isso nunca aconteceu. Apesar das advertências de Ellen G. White, ele abandonou o adventismo. Segundo testemunhas, o “senhor Hull se manteve bem por muitos longos anos até uma idade avançada e nada do que foi predito aconteceu” (D.M. Canright, Life of Mrs. E.G. White, The Standard Publishing Company, 1919, p. 234).
Resposta. Moses Hull foi um adventista de espírito competitivo, que gostava de entrar em discussões sobre religião com pessoas de outras crenças. Ele alimentou dúvidas com respeito à fé em Cristo. Ellen G. White o advertiu de que, se continuasse com essa atitude, arruinaria sua vida. O texto mencionado continua com uma mensagem de esperança para Hull: “Mas agora Ele [Deus] o convida. Agora, justamente agora, Ele lhe pede que volte para Ele sem demora, e Ele graciosamente perdoará e curará todas as suas apostasias” (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 431). Infelizmente, Hull não atendeu ao apelo para mudar de vida, acabou abandonando a Cristo e se tornou adepto do espiritismo. Hull pode não ter ficado pobre, mas a predição se cumpriu fielmente, pois ele se tornou espiritualmente miserável por ter trocado a Palavra do Deus vivo pelas mensagens do mundo dos mortos.
Dudley Marvin Canright, o autor original desse ataque a Ellen G. White, foi um ex-pastor adventista. Tiago e Ellen G. White o prepararam para que ele se tornasse um ministro do evangelho. Infelizmente, Canright começou a alimentar a ambição de se tornar um pregador famoso. Ellen G. White o advertiu dos perigos de alimentar o orgulho e a vaidade. Canright acabou abandonando a Igreja Adventista e foi nomeado pastor de outra denominação cristã, tornando-se um crítico mordaz da doutrina adventista e da pessoa de Ellen G. White.
13. Questionamento. Ellen G. White afirmou que a “a enfermidade” do irmão Carl Carlstedt “não era para morte, mas para a glória de Deus” (Carl Carlstedt estava gravemente enfermo de febre tifoide e parecia que não viveria muito tempo mais). Ele morreu dois dias depois. (Charles Lee, Three Important Questions for Seventh-Day Adventists to Consider, 1876).
Charles Lee, um ex-pastor adventista, relata em seu livro que ele foi junto com Tiago e Ellen White, Urias Smith e outro homem visitar Carl Carlstedt, o editor da Revista Adventista em sueco, que estava doente com febre tifoide. Lee relata ter ouvido ela orando ao Senhor, “ali presente com Seu poder restaurador, para erguer Carlstedt, cuja doença não era para a morte, mas para a glória de Deus”. Lee também disse que, ao sair da casa, Ellen revelou que acreditava que Carlstedt teria a saúde restaurada novamente. Lee viajou para Chicago, e no dia seguinte recebeu uma correspondência informando que Carlstedt havia morrido.
Infelizmente, só existe registrada a versão de Lee sobre o incidente e a oração que Ellen G. White teria feito por ele. Nem Ellen, seu esposo Tiago, Urias Smith ou a outra pessoa presente escreveram sobre o episódio. Como as outras testemunhas da visita a Carlstedt não registraram o que Ellen G. White falou, não podemos ter certeza de que Lee tenha sido preciso ao relatar o que a senhora White disse em sua oração. Mas, mesmo que Ellen G. White tenha realmente dito o que Charles Lee afirmou que ela falou, precisamos entender que um profeta não é inspirado por Deus em tudo o que diz. Por exemplo, o profeta Natã, na Bíblia, deu uma orientação errada a Davi e teve que se retificar (2 Samuel 7:1-17); um velho profeta de Betel desencaminhou um profeta de Judá, levando-o a desobedecer a Deus, e depois foi usado por Ele para repreendê-lo e condená-lo (1 Reis 13:11-32); Elias, em um momento nada inspirado por Deus, desejou a morte (1 Reis 19:4); o apóstolo Pedro agiu contrariamente aos seus próprios ensinos, e foi repreendido por Paulo (Gálatas 2:11-14). Naturalmente, nem tudo o que Ellen G. White falava ao conversar corriqueiramente era inspirado por Deus, e pode ser que ela realmente acreditasse na recuperação de Carlstedt, sem ter recebido nenhuma mensagem de Deus sobre o que aconteceria com ele.
14. Questionamento. Embora tenha predito a destruição de São Francisco, ela não fez nenhuma menção de terremoto e incêndio como possíveis causas. Na mesma profecia (veja Manuscrito 30, 1903), ela incluiu a cidade de Oakland, que praticamente não foi atingida pelo tremor que destruiu São Francisco em 1906. Mais tarde ela escreveu sobre Oakland: “São Francisco foi visitada com duros juízos, mas Oakland foi misericordiosamente preservada” (Evangelismo, pág. 296).
No Manuscrito 30, de 1903, Ellen G. White falou da necessidade de evangelizar as grandes cidades da costa oeste dos Estados Unidos e de estabelecer nelas instituições que promovessem um estilo de vida saudável. Ela afirmou que “São Francisco e Oakland estão se tornando como Sodoma e Gomorra, e o Senhor irá puni-las. Não vai longe o tempo em que elas sofrerão os Seus juízos”. Ela não especificou nesse texto, que tipo de punição seria esperado para ambas as cidades. Ela também mencionou punições divinas para algumas outras das maiores cidades dos Estados Unidos, que já naquela época estavam muito tolerantes com a criminalidade, a exploração sexual, o tráfico de drogas e álcool e os jogos de azar. Uma vez que, em 18 de abril de 1906, a cidade de São Francisco foi tragicamente destruída por um terremoto, o fato é apontado como uma predição de Ellen G. White que se cumpriu.
A respeito de Oakland, ela fez um apelo para a evangelização das grandes cidades, onde acentuadamente prosperava a impiedade: “São Francisco foi visitada com rigorosos juízos, porém Oakland foi até aqui misericordiosamente poupada. Virá o tempo em que nossa obra nesses lugares será abreviada; portanto, é importante que se façam diligentes esforços agora para proclamar a seus habitantes a mensagem do Senhor para eles” (Evangelismo, pág. 404). Assim como a ímpia Nínive foi misericordiosamente poupada por Deus nos dias de Jonas (Jonas 3:10; 4:11) apesar de o profeta ter anunciado sua destruição para uma data específica (Jonas 3:4), Deus também poupou misericordiosamente Oakland, apesar de Ellen G. White ter anunciado que os juízos divinos estavam prestes a cair sobre a cidade.
A alegação de Ellen G. White, de ter sido inspirada por Deus, é muito séria, e é esperado que pessoas que não queiram aceitar a mensagem que ela ensinou questionem a autenticidade de seu dom profético. No entanto, a leitura cuidadosa de cada uma de suas declarações e o conhecimento de como a inspiração divina atuava nos profetas bíblicos dissipam as dúvidas sobre a validade de seu chamado profético.
Numa época em que há tantos líderes religiosos alegando ter o dom de profecia e de revelação, e se autoproclamando “apóstolos”, “profetas”, “levitas” e “sacerdotes”, é acertado verificar quem é realmente inspirado por Deus. Como vimos, em todos esses quatorze casos, os ataques feitos a Ellen G. White não foram suficientes para desqualificá-la como uma autêntica portadora do dom de profecia prometido na Bíblia a pessoas no tempo do fim (Joel 2:28-32; Atos 2:17-21; Apocalipse 12:17; 19:10). O dom de profecia operou nela com as mesmas características apresentadas nos profetas descritos na Bíblia.
FERNANDO DIAS é pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira

terça-feira, 25 de outubro de 2016

QUEM SÃO OS ANJOS?

Certo "evangelista havia batizado uma mulher cujo marido estava muito irado porque sua esposa se tornara adventista. Ele jurara que mataria o evangelista na primeira reunião de oração – ele sabia o costume, como após o hino todos se ajoelhavam em oração, tendo a cabeça baixa e os olhos fechados. O pregador estaria bem à frente. Seria fácil avançar depressa e cortar-lhe a cabeça. Assim, na reunião de oração daquela noite o homem se postou do lado de fora do salão onde a reunião tinha lugar. Na mão ele tinha uma faca bem afiada e pronta para entrar em ação. Quando os irmãos se ajoelharam, ele avançou silenciosamente. Todas as cabeças estavam curvadas. Ninguém o pressentia. Então, subitamente ele deixou cair a faca e saiu correndo. Mais tarde, contou por quê. Disse que, ao aproximar-se do evangelista de joelhos, um anjo de asas estendidas o olhou fixamente. Aterrorizado, deixou cair a faca e fugiu." (Meditações Matinais, 1972, pág. 167).

– Salmos 34:7 – Mas quem são os anjos?

I – OS ANJOS

A – A Origem dos Anjos
a) Foram criados por Deus: – Salmos 148:2 e 5
b) O fato de serem criaturas está implícito em I Timóteo 6:16.
c) O tempo da criação dos anjos é deixado indefinido na Bíblia, apenas sabemos que quando foram lançados os fundamentos da Terra os anjos já existiam: – Jó 38:4.7 ("estrela da alva" = anjos, cf. Isaías 14:12)

B – A Natureza dos Anjos
a) São seres criados, mas não são seres humanos glorificados:
– Mateus 22:30 (nós seremos "como os anjos", e não anjos)
– Gênesis 3:22 a 24 (os anjos já existiam antes da morte de qualquer homem)
b)São seres espirituais: – Hebreus 1:14

C – As Características dos Anjos
a) Possuem grande poder: – Salmos 103:20; Mateus 28:2 (uma pedra de 2m, de diâmetro por 30 cm. de espessura, pesaria cerca de 4 toneladas)
b) São mais sábios do que o homem, entretanto não são oniscientes: – Mateus 24:36
c) Locomovem-se rapidamente: – Ezequiel 1:14; 10:20 (Os anjos, comparados à luz na locomoção = 300.000 Km/seg. - equivalem a 7 voltas ao redor da Terra num abrir e fechar de olhos)
– Daniel 9:21 a 23 (a oração durou de 3 a 4 minutos)

D – Número e Ordens
a) Número: – Apocalipse 5:11
b) Ordens:
1º) Querubins: "mais do que qualquer criatura são destinados para revelar o poder e majestade, a glória de Deus. São especialmente os guardiões do trono de Deus, e embaixadores extraordinários. Servem na obra da reconciliação." – Gênesis 3:24; II Reis 19:15; Ezequiel 10:1 a 20; 28:14 a 16
2º) Serafins: "parecem estar preocupados com a adoração e santidade. Eles conduzem o céu na adoração a Deus." – Isaías 6:2 e 6
3º) Arcanjos: Esta expressão ocorre duas vezes nas Escrituras:  – I Tessalonicenses 4:16; Judas 9
a) Miguel é o único a ser chamado de Arcanjo, e refere-se a Cristo. (Daniel 10:13 e 21; Judas 9; Apocalipse 12:7). É usado no sentido de um guerreiro valente contra os inimigos de Israel e poderes do mal.
c)Gabriel, embora não chamado de Arcanjo, é considerado como um Anjo principal ou Mensageiro principal. (Daniel 8:16; 9:21; Lucas 1:19 e 26) Sua tarefa principal parece ser a de mediar e interpretar as revelações divinas. (Os conceitos anteriormente apresentados foram extraídos de: Wilson H. Endruveit. Doutrinas I, págs. 17 a 19).

II – OS  ANJOS  MAUS

A – A Origem e a Natureza dos Anjos Maus
a) É um grupo de anjos que foi criado por Deus, sendo eles originalmente perfeitos, como os anjos do céu, mas que não guardaram o seu estado original: - Judas 6; Ezequiel 28:14 e 15
b) Eles rebelaram-se contra a vontade de Deus, e, consequentemente, foram expulsos do céu: - Apocalipse 12:7 a 9; Isaías 14:12 a 15

B – A Obra dos Anjos Maus
1º) Transformam-se e se disfarçam: - II Coríntios 11:14 e 15
2º) Lutam contra nós : - I Pedro 5:8; Efésios 6:11 e 12
3º) Enganam: - I Timóteo 4:1 (ensinam erros)

III – AS  ATIVIDADES  DOS  ANJOS  BONS

1º) Os anjos ajudam na direção dos negócios das nações (Daniel 10:5 e 6; 10:14).
2º) Eles protegem e acompanham sempre o povo de Deus (Salmos 34:7; 91:11).
– "Um anjo da guarda é designado a todo seguidor de Cristo. Estes vigias celestiais escudam aos justos do poder maligno." (O Grande Conflito, pág. 512).
3º) Eles registram todas as ações humanas (Eclesiastes 5:6; Malaquias 3:16, etc.)
– "Assim como os traços da fisionomia são reproduzidos com precisão infalível sobre a polida chapa fotográfica, assim o caráter é fielmente delineado nos livros do Céu." (O Grande Conflito, pág. 487).
4º) São testemunhas no juízo do Tribunal Celestial (Daniel 7:10). Os anjos acompanharão a Jesus em Sua volta e reunirão os Seus escolhidos (Mateus 24:31).

ILUSTRAÇÃO:

Ellen G. White foi para a Austrália em 1891, onde permaneceu por cerca de 10 anos, dirigindo vários projetos importantes.

De 29 de dezembro de 1893 a 15 de janeiro de 1894 foi realizada a primeira reunião campal na Austrália, em Brighton Beach, um subúrbio de Melbourne. Neste acampamento havia mais de 100 tendas, que abrigavam 511 pessoas. A própria Sra. White declarou não ter visto tão profunda dedicação religiosa e entusiasmo desde as reuniões mileritas de 1843 e 1844. Porém, nem todos apreciaram tanto a reunião campal. Para um grupo de delinquentes juvenis, que moravam em uma cidade próxima, isto representava uma oportunidade para fazer alguma brincadeira de mau gosto. Eles assaltaram as tendas, jogando pedras nelas e derrubando uma delas. Foram designados alguns estudantes da Escola Bíblica da Austrália para atuarem como guardas, ajudando a controlar os delinquentes juvenis. Impossibilitados de causar maiores danos, os delinquentes juvenis decidiram derrubar a tenda da Sra. White sobre ela na próxima noite.

Um dos estudantes voltou à Escola Bíblica e informou os professores a respeito do plano daquela gangue de adolescentes. Os professores, por sua vez, dirigiram-se ao quartel-general da polícia de Melbourne, solicitando proteção para o acampamento. Foi enviado um alto e robusto policial católico romano irlandês, para guarnecer a tenda da senhora White.

A irmã White muitas vezes enfrentou grande perigo durante a sua vida. De tempos em tempos os anjos protegeram-na de sérias dificuldades. Na maioria das vezes a Sra. White não permitia que as pessoas lhe concedessem proteção policial. Nesta ocasião, ela o aceitou apenas para contentá-los.

Após a reunião da noite, ela dirigiu-se para a sua tenda, preparou-se para deitar, orou, e adormeceu em perfeita paz. Ela teria adormecido de igual forma em paz sem a proteção do policial. Mas, ali estava o policial guarnecendo a área ao redor da sua tenda... Mas a gangue de juvenis jamais apareceu... 

Não muito depois da meia-noite, enquanto soprava a brisa noturna, ali estava o policial vigiando ao redor da tenda da Senhora White. Com frequência ele voltava o seu olhar para a tenda da irmã White, mas esta permanecia em perfeita paz em meio à escuridão. Ele pensou em voltar sua atenção para outra parte do acampamento, porém antes que ele o fizesse divisou um facho de luz subitamente pairar sobre a tenda da senhora White. Gradativamente a luz assumia forma e tornava-se mais distinta. Em meio às trevas daquela noite, ele divisou a figura de um anjo em meio àquela luz que pairava sobre a tenda, que guarnecia a Sra. White. O policial prostrou-se sobre os seus joelhos, e continuou a fitar o anjo por vários minutos, e então ele levantou-se vagarosamente, afastando-se do local. Ele estava convencido de que a Senhora White não mais necessitava da sua proteção. Deus a guardava.

De volta ao posto policial de Melbourne, explicou ao seu sargento e aos demais agentes de polícia a razão de ele haver deixado o seu posto. Explicou que a Sra. White tinha maior proteção do que a que ele podia dar. Por estranho que possa parecer, os seus superiores não questionaram a sua história, mas creram nela, e não o enviaram de volta ao acampamento.

O policial irlandês regressou, entretanto, ao acampamento no outro dia. Ele desejava ver a mulher que o anjo guardara, e ouvir o que ela tinha a dizer. Ele acompanhou os serviços daquele dia e dos dias seguintes.

O que ele viu e ouviu sobre a Sra. White não o desapontou. Quanto mais ele ouvia mais interessado ficava, unindo-se à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Posteriormente ele deixou a carreira policial, e tornou-se um ativo membro leigo, responsável pela conversão de muitos outros. (D.A. Delafield and Gerald Wheeler. Angel Over Her Tent and Other Stories about Ellen G. White, págs. 97 a 101).

CONCLUSÃO

Na verdade, o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra." (Salmos 34:7).

"Não compreenderemos o que devemos aos cuidados e interposição dos anjos antes que se vejam as providências de Deus à luz da eternidade. Seres celestiais têm tomado parte ativa nos negócios dos homens. Eles têm aparecido em vestes que resplandeciam como o relâmpago; têm vindo como homens, no aspecto de viajantes. Têm aceito hospitalidade nos lares humanos, agido como guias de viajantes nas trevas da noite. Têm obstado aos intentos dos espoliador, e desviado os golpes do destruidor.

"Embora os governadores deste mundo não o saibam, em seus conselhos têm os anjos muitas vezes sido oradores. Olhos humanos os têm visto. Ouvidos humanos têm ouvido seus apelos...

"Todo remido compreenderá o serviço dos anjos em sua própria vida. Que maravilha será entreter conversa com o anjo que foi a sua guarda desde os seus primeiros momentos, que lhe vigiou os passos e cobriu a cabeça no dia de perigo, que com ele esteve no vale da sombra da morte, que assinalou o seu lugar de repouso, que foi o primeiro a saudá-lo na manhã da ressurreição, e dele aprender a história da interposição divina na vida individual, e da cooperação celeste em toda a obra em prol da humanidade." (Educação, págs. 304 e 305).

Sejamos sempre leais a Deus para termos sempre a proteção e a companhia dos anjos celestiais conosco.

Pr. Albert Timm

FONTE: https://www.nistocremos.net/2012/04/quem-sao-os-anjos.html

Comenta! Elogia! Critica! É tudo para o Reino! Considere apenas: (1) Discordar não é problema, é solução, pois redunda em aprendizado! Contudo, com modos. Aqui, nós esculachamos quem merece, mas sem palavrão! (2) Nem tudo o que eu publico é de minha autoria e, embora respeite muito a opinião dos autores, posso discordar, com muito amor, em alguns aspectos. Nestes casos, se for para esculachar, vá ao blog deles, (rsrsrs). Faça como os irmãos de Bereia e vá ver se o que lhe foi dito está na Palavra de Deus! (afinal, como disse o escritor adventista George Knight, “mais importante que ser evangélico é ser bíblico”).

sábado, 6 de outubro de 2012

ADVENTISTAS ORIENTAM SOBRE POSTURA EM ELEIÇÕES

Brasília, DF ... [ASN] 

As eleições municipais deste ano no Brasil terão exatamente 138 milhões e 544 mil e 348 pessoas aptas a votar no próximo dia 7 de outubro no primeiro turno. O dado foi divulgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O número é pelo menos 6% maior do que os 130.604.430 eleitores que votaram na disputa de 2008. No dia da votação, os eleitores poderão comparecer às urnas a partir das 8 horas em seu local de votação para escolher novos prefeitos e vereadores de suas cidades.

A votação acaba às 17 horas e os dados contidos nos cartões de memória contidos nas urnas são gravados e criptografados em uma mídia de resultado (pen drive), que é encaminhada ao local próprio para transmissão até o Tribunal Regional Eleitoral.

Posição adventista – A Igreja Adventista do Sétimo Dia, em todo o mundo, conforme seus regulamentos e normas, não declara apoio oficial a qualquer partido político e nem candidatos. No entanto, a organização não se omite de participar de ações que beneficiem a comunidade e, inclusive, apoia e desenvolve projetos sociais por meio de suas instituições e agências. Membros adventistas, no entanto, podem se candidatar a cargos públicos, porém não podem utilizar a estrutura física da organização para campanhas. Saiba mais sobre como os adventistas veem as eleições e a questão política de maneira geral na entrevista com pastor Edson Rosa, diretor sul-americano de Comunicação e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista. 

[Equipe ASN, Felipe Lemos. com informações do Portal R7 e UOL]

Veja entrevista completa com Pr. Edson Rosa:

terça-feira, 11 de setembro de 2012

CAFEÍNA - O ASSASSINO DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

A dica de hoje para aumentar sua inteligência emocional é a mais simples e direta que você poderia receber. Para muitas pessoas, essa dica pode ter um impacto sobre sua inteligência emocional (IE) maior do que qualquer outra coisa. O truque? Você tem que cortar o consumo de cafeína e, como qualquer consumidor de cafeína pode atestar, é mais fácil falar do que fazer. A maioria das pessoas começa a beber cafeína porque ela faz com que elas se sintam mais alertas, além de melhorar o humor. Muitos estudos sugerem que a cafeína realmente melhora o desempenho de tarefas cognitivas (memória, atenção, etc.) no curto prazo. Infelizmente, esses estudos não levam em conta os hábitos de consumo de cafeína dos participantes. Uma nova pesquisa da Johns Hopkins Medical School mostra que o aumento do desempenho devido à ingestão de cafeína ocorre porque seus consumidores experimentam uma reversão de curto prazo da retirada da droga. Controlando o uso de cafeína nos participantes do estudo, os pesquisadores da Johns Hopkins descobriram que a melhora de desempenho relacionada a ela é inexistente sem sua retirada. Em essência, a saída da cafeína reduz seu desempenho cognitivo e tem um impacto negativo sobre o humor. A única maneira de voltar ao normal é bebendo mais cafeína, o que dá a impressão de que ela o está levando novamente às alturas. Na realidade, porém, a cafeína só está levando seu desempenho de volta ao normal e por um curto período.

Beber cafeína provoca a liberação de adrenalina. A adrenalina é a fonte da resposta “bater ou correr”, um mecanismo de sobrevivência que o obriga a se levantar e lutar ou correr para as montanhas, quando confrontado com uma ameaça. O mecanismo de luta ou fuga evita o pensamento racional em favor de uma resposta mais rápida. Isso é ótimo quando um urso o está perseguindo, mas não tão bom quando você está respondendo a um e-mail breve. Quando a cafeína coloca seu cérebro e seu corpo dentro desse estado hiperestimulado, suas emoções assumem o controle do comportamento.

Irritabilidade e ansiedade são os efeitos emocionais da cafeína mais comumente vistos, mas, na verdade, a cafeína permite que todas as suas emoções assumam o comando.

Os efeitos negativos de uma onda de adrenalina gerada pela cafeína não são apenas comportamentais. Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, descobriram que grandes doses de cafeína aumentam a pressão sanguínea, estimulam o coração e produzem respiração rápida e superficial, o que os leitores de Inteligência Emocional 2.0 sabem que priva o cérebro do oxigênio necessário para manter seu pensamento calmo e racional.

Quando você dorme, seu cérebro literalmente se recarrega, embaralhando as memórias do dia e armazenando ou descartando-as (o que provoca os sonhos), de modo que você acorda alerta e lúcido. Seu autocontrole, sua atenção e memória são reduzidos quando você não tem a quantidade suficiente – ou o tipo correto – de sono. Seu cérebro é muito volúvel quando se trata de dormir. Para você acordar se sentindo descansado, o cérebro precisa se mover através de uma série elaborada de ciclos. Reduzindo sua ingestão de cafeína, você pode colaborar com esse processo e melhorar a qualidade do sono.

Aqui está por que você vai querer fazer isso: a cafeína tem um prazo de seis horas de meia-vida, o que significa que ela terá um total de 24 horas para percorrer o caminho para fora do seu sistema. Tome uma xícara de café às oito da manhã e você ainda terá 25% da cafeína em seu corpo às oito da noite. Qualquer bebida com cafeína que você beber depois do almoço ainda terá 50% do seu efeito total na hora de dormir. Qualquer cafeína em sua corrente sanguínea – e os efeitos negativos aumentam conforme a dose – tornará mais difícil pegar no sono.

Quando você finalmente cair no sono, o pior ainda estará por vir. A cafeína atrapalha a qualidade do seu sono, por reduzir o movimento rápido dos olhos (REM), o sono profundo, quando seu corpo se recupera e processa emoções. Quando a cafeína perturba seu sono, você acorda no dia seguinte com uma desvantagem emocional. Naturalmente, você vai ser inclinado a pegar uma xícara de café ou uma bebida energética para tentar se sentir melhor. A cafeína produz picos de adrenalina, o que provoca sua desvantagem emocional. Cafeína e falta de sono deixa você se sentindo cansado na parte da tarde, assim você bebe mais cafeína, o que deixará ainda mais da substância em sua corrente sanguínea na hora de dormir. Cafeína muito rapidamente cria um ciclo vicioso.

Como qualquer estimulante, a cafeína é fisiológica e psicologicamente viciante. Se você optar por reduzir seu consumo de cafeína, deve fazê-lo lentamente sob a orientação de um profissional médico qualificado. Os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins descobriram que a retirada da cafeína provoca dor de cabeça, fadiga, sonolência e dificuldade de concentração. Algumas pessoas relatam sentir sintomas de gripe, depressão e ansiedade depois de reduzir o consumo por tão pouco como uma xícara por dia. Lentamente, afinando sua dose de cafeína por dia, pode reduzir consideravelmente os sintomas de abstinência.

(Forbes; tradução: Tomaz A. de Jesus)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

NOS BASTIDORES DA MÍDIA (Entrevista):


BENEFÍCIOS DO JEJUM


"O Jejum é a oração do corpo."

Se houve um tempo em que a nossa juventude deve depender completamente de Deus, esse tempo é agora, esse tempo já chegou com os seus tremendos desafios. Satanás nunca esteve tão ativo assediando os nossos jovens como nesses últimos anos. Pois, ele sabe ‘que pouco tempo lhe resta’. O Inimigo tem apresentado inúmeras opções maliciosas de entretenimentos e diversões para desencaminhar os nossos jovens dos caminhos de Deus. É imperioso vigiar e orar como nunca antes.

O Desafio Jovem da Década

Diante desses desafios, creio que os nossos jovens nunca precisaram tanto ser seletivos em relação aquilo que lêem, ouvem e especialmente ao que vêem. Eu estou seguro de que o nosso maior desafio para os próximos anos, como igreja adventista; seja como líderes de jovens de um continente ou de uma igreja local, chama-se: Internet e suas múltiplas opções de diversões. Diante desse quadro nos perguntamos: Como podemos ajudar a nossa juventude a ser seletiva no uso das mais diversas mídias?

Jovens de Jejum e Oração

Somente levando os nossos jovens a terem uma sistemática e profunda comunhão diária com Jesus. Se partirmos do princípio de que religião é relacionamento, então, a Internet é a mais bem sucedida religião de todos os tempos; pois, o jovem brasileiro passa em média de uma a cinco horas por dia na frente do computador, e a média de idade entre a maioria dos internautas está entre 16 e 24 anos de idade, e o grande tema buscado: Entretenimento ou diversão.

Evidentemente que a saída inteligente para os nossos jovens é o princípio bíblico da seletividade (I Coríntios 10:31); então podemos nos perguntar: De onde vêm os critérios para a minha seletividade? Ou ainda, como os nossos jovens poderão ser seletivos em todos os aspectos da vida, e de forma especial no uso das mídias?

A Bíblia – A Paixão da Geração Esperança

Somente estudando e aplicando de forma prática na vida os princípios da Bíblia Sagrada. Eu estou certo de que, somente mantendo comunhão diária com Jesus é que os nossos jovens poderão prepara-se para enfrentar qualquer tipo de desafio real ou virtual; exercitando assim, a sua seletividade cristã. Pois, não há como proibir os jovens de usar as mídias, até porque há muitas coisas boas no mundo cibernético, e sim, vamos orientá-los. E sim, a que sejam seletivos, essa é a voz de comando. O nosso slogan para os jovens na América do Sul é: ‘É a Bíblia na mão e Jesus no coração’. Onde estão os nossos princípios de seletividade?

Oito Princípios Para o Sábio Uso das Mídias

O jovem cristão tem que ser seletivo em tudo nessa vida, por sua vez, em Filipenses 4:8, Paulo apresenta oito princípios de seletividade para o jovem cristão de todos os tempos e de todos os lugares: “… É verdadeiro, é respeitável, é justo, é puro, é amável, é de boa fama, se há alguma virtude, e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento [mente].”

Separemos tempo para Deus, isto é; tempo com Jesus; isso dará ao jovem cristão uma visão criteriosa e crítica do que pode ser ‘degustado’ no cardápio de um jovem adventista cada dia. Na expectativa de termos uma juventude mais próxima de Jesus e mais comprometida com a missão da nossa igreja no continente, estamos desafiando os nossos jovens a que tenham um programa pessoal de oração e jejum.

Os Jovens Adventistas Têm Algo Mais

O momento em que vivemos exige da nossa juventude algo mais, exige uma parcela muito maior de entrega e de sacrifício a Deus. A hora é agora; e se não for conosco, com quem vai ser? E se não for agora, quando será? Vamos esperar ‘morrer’ essa geração no deserto? Claro que não! A nossa juventude tem que ser mais ousada espiritualmente falando. É como diz a música do DVD jovem de 2010; é com jejum e oração.



A palavra jejum aparece vinte e sete vezes em toda a Bíblia, e em sua grande maioria, está sempre direcionada ou acompanhada com motivos e desafios especiais. Por exemplo, em Ester 4:16 quando é usada a expressão ‘jejuai’, no hebraico a palavra é tsuwm, que quer dizer ‘abster-se de alimento e jejuar’. Já em Mateus 17:21, a palavra para jejum no grego é nesteia, que significa: ‘jejum e abstinência voluntária, ou jejum como exercício religioso’.

Sugestões Para um Dia de Jejum Jovem

A partir de agora, passo a enumerar algumas sugestões práticas de como poderemos ter um jejum super abençoado; seja num dia da semana, seja num dia do mês, ou até num dia do ano, buscando assim intensificar a vida espiritual dos nossos jovens, e levando-os a serem mais seletivos e criteriosos no uso das mídias e a serem mais comprometidos com a missão da igreja:

1º – Estabeleça um motivo especial para o jejum.

Quando olhamos para a literatura bíblica, sempre encontramos motivos especiais para acontecerem os jejuns, eis alguns exemplos:

A- Davi esteve jejuando pela sobrevivência do seu filho com Bate-Seba (II Samuel 12:16);

B – Ester pediu para o seu povo jejuar por ela, pois o mesmo corria risco de vida e também de extermínio (Ester 4:14 a 17); o jejum uniu Israel por um motivo muito especial – a preservação da nação Israelita.

“Ester e as mulheres associadas a ela, por meio de jejum, oração e ação imediata, enfrentaram a questão, trazendo salvação a seu povo.” (Ellen G. White, E Recebereis Poder, Meditações Matinais 1999, Pág. 270).

C – Daniel quando descobriu que o seu povo passaria setenta anos no cativeiro babilônico, fez dessa descoberta motivos especiais de jejum e de oração (Daniel 9:1 a 4).

De acordo com esses três fatos históricos, envolvendo três ilustres personagens do Antigo Testamento, me parece que as crises tendem a nos aproximar mais de Deus. Alguém disse que é nas crises que nós revelamos o nosso caráter. Eu diria também que é nas crises que nós descobrimos as nossas limitações em todos os sentidos. Os nossos desafios, sejam eles materiais ou espirituais, sempre nos dão uma oportunidade para estreitarmos o nosso relacionamento com Deus.

2º – Faça o seu calendário de jejuns.

Como o jejum bíblico é basicamente a abstinência de alimento sólido e, às vezes, liquido também, é aconselhável, que você se programe para tal realização. Pois, o seu corpo vai ser privado de uma rotina diária de alimentação sólida e liquida. Procure se ‘programar’ mentalmente, afinal de contas, serão algumas horas sem alimento. Nesse dia o seu ‘alimento’ será a busca por Deus. Para os países e regiões muito quentes, não é aconselhável excluir o liquido do jejum.

Há pelos menos três longos jejuns na Bíblia, que eu os chamaria de jejuns excepcionais. Moisés fez um jejum de quarenta dias e quarenta noites, quando esteve no monte Sinai para receber as tábuas da santa lei de Deus, (Deuteronômio 9:9). Outro exemplo de um jejum extraordinário foi feito por Elias, também nas imediações do monte Horebe, e olha que nesse período Elias estava vivendo uma verdadeira crise, a ponto de pedir a própria morte (1 Reis 19:4 a 8). O fato é que os jejuns irão marcar a sua vida para sempre.

Todavia, o exemplo clássico de um jejum extraordinário foi o de Jesus, no deserto da tentação, quando também jejuou quarenta dias e quarenta noites (Mateus 4:1). Creio que o jejum de Jesus foi o divisor de águas em Seu ministério terrestre, veja o que diz Ellen White, acerca desse jejum: “Foi para vencer o poder do apetite que, nos quarenta dias de jejum no deserto, Ele sofreu em nosso favor a mais rigorosa prova que a humanidade podia suportar.” (EGW, A Ciência do Bom Viver, Pág. 333).

3º – O Jejum deve estar sempre acompanhado de ação.

É visível em toda a Bíblia que o jejum por si só não alcançará todos os resultados que você almeja alcançar. É imperioso que uma ação efetiva seja realizada paralelamente ao seu programa de jejum, afim de que você possa alcançar os seus objetivos propostos.

O jejum é uma proposta espiritual da nossa completa entrega a Deus, e é exatamente isso que Deus quer de cada jovem. Veja qual é o objetivo do jejum: “O espírito do verdadeiro jejum e oração é o espírito que rende a Deus mente, coração e vontade.” (EGW, Conselhos Sobre Regime Alimentar, pág. 189). Assim sendo, o alvo do jejum é uma entrega total a Deus. Aproveite a oportunidade para planejar mudanças de hábitos que lhe enfraquecem espiritualmente.

A frase ‘jejum é a oração do corpo’ me parece perfeita. O jejum reflete as nossas limitações físicas, mentais e espirituais, e em contrapartida o jejum nos remete a Deus como tendo todo o poder. Poder esse em especial contra as forças de Satanás (Mateus 17:14 a 21). O jejum permite que o nosso cérebro esteja mais oxigenado por mais tempo e a nossa mente mais sensível a ouvir a voz de Deus.

4º – Leia uma literatura especial no dia do seu jejum.

Aproveite o dia do seu jejum para ler uma literatura notadamente espiritual e com um propósito muito bem definido. Para isso, separe antecipadamente os livros ou revistas que você irá ler. Claro que a leitura da Palavra de Deus, deve vir em primeiro lugar. Eu, particularmente, gosto de ler os Salmos, ou então eu separo um assunto em especial para estudar naquele dia. O jejum deve ser um dia de reflexão e exame da própria alma diante de Deus.

“Necessitamos humilhar-nos perante o Senhor, com jejum e oração, e meditar muito em Sua Palavra, especialmente nas cenas do juízo.” (EGW, O Grande Conflito, pág.601).

O jejum nos move da nossa insuficiência espiritual para a total providência de Deus.

Se você, ao ler este artigo ainda não fez nenhum jejum, experimente! Eu creio que você vai se sentir muito bem ao final. Dê uma oportunidade mais intensa e maior para que Deus possa lhe alcançar e lhe impressionar espiritualmente. O jejum nos ensina a depender menos do nosso corpo e a depender mais de Deus. O jejum também nos ensina a vivermos mais pela fé em Jesus.

5º – Faça o seu programa de jejum sem alardes.

Não saia por aí trombeteando que você agora tem um extraordinário programa de jejum e oração. Entretanto, se lhe perguntarem, não se omita, compartilhe as razões do seu crescimento espiritual. O nosso jejum precisa ser mais do que uma mera formalidade, precisa sim, ser um momento de profunda reflexão e absoluta dependência de Deus.

“O jejum recomendado pela Palavra de Deus é alguma coisa mais que uma forma. Não consiste meramente em nos privarmos da comida, em usarmos saco, em lançarmos cinza sobre a cabeça. Aquele que jejua com verdadeira tristeza pelo pecado, jamais buscará exibir-se.” (EGW, O Maior Discurso de Cristo, pág. 87).

Que o grande Deus, Criador dos Céus e da Terra, nos habilite a sermos mais seletivos ao usar as mídias, em especial, a internet. E que tenhamos mais compromisso com a missão da igreja. E que, através da comunhão diária com Jesus, o céu seja glorificado. E, se essa comunhão puder se intensificar e se aprofundar com jejum e oração excelente, glórias sejam dadas a Deus! O Jejum é a oração do corpo, portanto, coloque o seu corpo para orar.